KINÉSIO TAPING VERDADE OU MITO?

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Por: Prof. Fabricio Fouraux :

Pós-graduado em Anatomia Humana, Biomecânica e Medicina Desportiva. Mestrado em Bioética e Direitos da Saúde.

Trata-se de uma técnica oriental desenvolvida pelo Quiropraxista japonês Dr. Kenzo Kase na Década de 70, que, utilizando fitas adesivas, auxilia o tratamento de lesões traumáticas neurais e musculares. Esta técnica não utiliza nenhuma substância química nas bandagens, sendo consideradas terapêuticas, porém, ainda não têm comprovação científica conclusiva sobre sua eficácia.

As fitas adesivas são feitas em algodão e elásticas. São utilizadas por muitos atletas e ultimamente entre os praticantes de atividade física.

 

Ela é recomendada para controle da dor muscular e circulação sanguínea, aliviando a dor, dando maior suporte para articulação, trabalhando na redução do inchaço e edema. Ocorre devido aos estímulos dados pela fita ao ser colada na pele, trabalhando as reações neurais e elevando a pele sobre seus sulcos estimulando a circulação.

 Kevin Anderson, diretor da Kinesio UK, que aplica a fita, afirma que os estudos científicos ainda precisam ser mais conclusivos em relação ao uso e benefício produto. “Ainda falta muito nas pesquisas para confirmarem os resultados positivos que já vimos”, diz ele, “Não há nada de mágico nela, certamente não pode aumentar seu desempenho ou te transformar no Super-Homem, mas a forma como as pessoas usam a fita para levantar a pele, reduz a pressão e ajuda a aliviar a dor”.
Antes desse crescente uso a moda era um adesivo dilatador no nariz que passou a ser a pulseira do equilíbrio depois da sua desmistificação, agora, são as fitas coloridas coladas em todo o corpo.

Atletas de alto rendimento sempre estão em busca das novidades na medicina Desportiva e consequentemente influência os demais esportistas amadores. No Mundo clubes e seleções já utilizam o produto tendo seu auge na última Olimpíada.

Segue abaixo trecho retirado de uma reportagem do Esporte on line.

 No Brasil vem sendo muito difundido para o trabalho com atletas, o fisioterapeuta do Corinthians relata “Hoje, o uso é positivo. Tenho percebido o ganho de confiança nos jogadores. Ele diz que, no jogo contra a Portuguesa, na temporada passada, quatro corintianos usaram as bandagens, seja por incômodo muscular ou para ter segurança em articulação”, ainda prossegue “É experimento. Não faz milagre, é mais um recurso. A própria medicina descreve o efeito placebo”.
Já no São Paulo, o fisioterapeuta Ricardo Sasaki deixou de aplicar a técnica. “Já usamos, dizem que ajuda, mas não vi comprovação”, resumiu o são-paulino.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza a venda das fitas no país. São cinco fabricantes, geralmente encontrados em importadoras ou via internet.
De acordo com Pietro Rigamonti, diretor comercial da Politec Saúde, representante da Kinesio Taping no Brasil, existem muitos estudos que comprovam o benefício nas mais diferentes aplicações.
“Acontece que estes estudo mostram que as bandagens têm eficácia, porém o motivo ainda não é totalmente claro. Ela funciona, mas é difícil explicar o porquê.”
Para aplicar a bandagem, segundo os fabricantes, existem cursos específicos.
“O relato das pessoas que usam é que, no máximo, não faz diferença. E muitos sentem melhoras”, diz o fisioterapeuta da seleção brasileira de tênis, Ricardo Takahashi, que fez o curso, conhece a técnica há mais de seis anos e estuda o assunto.
Ele e os professores Leonardo Costa e Patrícia Pereira vão iniciar um trabalho na Universidade Cidade de São Paulo com 150 voluntários para entender como o tratamento e suas maneiras de aplicar a tensão funcionam.
“Está na moda. Melhora de edema a dor de cabeça. Mas não temos comprovação científica. São poucos estudos, poucas amostras. Sabemos que funciona como quando você sente uma dor e aperta ou esfrega o local e assim já melhora. A fita faz isso.”
A moda está lançada.
As dúvidas são muitas em relação a eficácia da fita, será uma nova pulseira de equilíbrio. Muitos pensam ser uma coisa nova, recém-lançada, mas vimos que já fazem 43 anos.
Veja matéria postada no Youtube no Canal Corrida no Ar entrevista com Dr. Leonardo Costa Professor da Universidade Cidade de São Paulo, Mestre em Ciências do Esporte pela UFMG e fez seu Doutorado na Universidade de Sidney da Austrália. Acesse o Link :
https://www.youtube.com/watch?v=JpD_ax-JO-8
O problema maior não está no mundo esportivo, mesmo que faça ou não efeito. Temos que nos preocupar com a saúde das pessoas que estamos trabalhando. Quando um atleta faz uso desse artifício o mesmo não está se importando se da resultado ou com a saúde e consequências físicas, simplesmente quer manter a seu desempenho mesmo com uma lesão instaurada, seja muscular ou articular. O preço que o mesmo irá pagar não importa, pois isso faz parte de seu trabalho. MAS É OS DESPORTISTAS AMADORES QUE NÃO VIVEM DA PRÁTICA ESPORTIVA E AS PESSOAS QUE SÓ FREQUENTAM ACADEMIAS DE GINÁSTICA? TEMOS QUE TER O MESMO OLHAR? SIMPLESMENTE NÃO FAZER A MÁQUINA PARAR?
PENSE NISSO!
COLOQUE SEU CORPO NO LUGAR CERTO!
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